quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Sessão Magna de Instalação.
INSTALAÇÃO – A MAIS SUBLIME CERIMÔNIA (*)
O progresso dentro da Maçonaria exige dos seus membros a passagem por
tantas outras cerimônias de admissão nos graus; há contudo uma cerimônia
que está acima da concessão de qualquer grau, e a mais sublime de todas
elas, é a Cerimônia de Instalação.
Instalação
é o ato pelo qual se dá posse de um cargo ou de uma dignidade:
Investidura. Chama-se Instalação somente aquela que concede o direito de
exercer privilégios de um ofício. Em Maçonaria, diz-se do ato que
inaugura uma Oficina devidamente autorizada e na qual é instalada a sua
primeira administração. Os Oficiais de uma Loja, depois de sua eleição e
antes de poderem exercer as suas funções, devem ser instalados. É,
principalmente, a cerimônia pela qual os Grãos-Mestres e os Veneráveis
são colocados no trono da sabedoria.
Os
Oficiais de uma nova Loja são instalados pelo Grão-Mestre ou por algum
ex-Venerável presente (Mestre Instalador), e o Venerável eleito instala
então os oficiais subordinados.
É uma lei da Maçonaria que todos os oficiais se mantenham nos seus postos até serem instalados os seus sucessores.
A
Instalação é uma cerimônia maçônica que entrou em uso desde os primeiros
tempos da Maçonaria especulativa. Referindo-se à maneira de construir
uma nova Loja, dizem as Constituições de 1723 que, depois de certos
preliminares, “o Grão-Mestre, por certas cerimônias significativas e
segundo os antigos usos, instalará (o primeiro Mestre) apresentando-lhe
as Constituições, o Livro da Loja e os Instrumentos do seu ofício, não
todos juntos, mas um por um; e depois de cada um deles, o Grão-Mestre ou
seu Delegado, se referirá ao limitado e expressivo dever adequado ao
objeto apresentado”.
O Mestre
Instalador, denominação dada à pessoa que realiza a chamada Cerimônia de
Instalação, que devem ser submetidos Veneráveis e Grão-Mestres eleitos,
obedecendo a regra maçônica que todo aquele que foi instalado num cargo
pode instalar outro num cargo similar ou
inferior.
Contudo, a
estrita regra maçónica exige a presença de três Past-Masters na
Instalação de um Venerável. Past-Master é o titulo dado na Maçonaria
anglo-saxónica ao ex-Venerável de uma Loja Simbólica, significando que
já “passou” pela cadeira do Rei Salomão. No Brasil, o título foi
adoptado pelas Grandes Lojas, enquanto no Grande Oriente se diz
“ex-Venerável”. Ao término do seu mandato, o Venerável transmite o cargo
a outro Mestre eleito regularmente pelos membros do quadro, passando a
ser então um ex-Venerável ou Past-Master, isto é, aquele que já foi
Mestre ou Venerável e conservando, naturalmente, quando for o caso, a
sua condição de Mestre Instalado. O primeiro Venerável de uma Loja
somente pode ser Instalado por um Grão-Mestre, ou por um Past-Master
especialmente indicado para atuar como seu substituto.
PARA SER VENERÁVEL DE UMA LOJA
O
Venerável Mestre deve ter estudado a ciência maçônica e desempenhado os
postos e dignidades inferiores. É necessário que possua um conhecimento
profundo do homem e da sociedade, além de um caráter firme, mas
razoável. As atribuições e deveres dos Veneráveis são muitos e de várias
índoles e acham-se definidos e detalhados com precisão, de acordo com o
Rito, a Constituição, o Código Maçônico, Leis e Resoluções da Potência
de sua jurisdição, os decretos e Atos do Grão-Mestre, o Regulamento
Particular e as deliberações da Loja.
Segundo o
Ir.’. Gonzáles Ginório, da Venezuela, para ser Venerável Mestre de uma
Oficina Maçônica, e por conseguinte tornar-se o guia dos Irmãos que
compõem a sua Loja, o candidato deve possuir os seguintes predicados:
1. Sentir-se Maçom, de preferência a qualquer outra formação doutrinária;
2. Não ser indiscreto, injusto ou indiferente;
3. Não estar despido de entusiasmo e de espírito;
4. Não ser indisciplinado, intolerante, inconformado e irascível;
5. Não ser invejoso, apaixonado, rancoroso e intrigante;
6. Ser estudioso e não superficial;
7. Não alardear e abusar de sua inteligência;
8. Não cabalar em eleições;
- Não pedir, suplicar ou de qualquer forma desejar posições.
Há sem
dúvida um Sinal infalível: o verdadeiro candidato para o posto
governante de sua Loja é o Maçom que não pede cargo; não o cobiça e que,
aspirando essa exaltação como um ideal, não se julga merecedor dela.
Sentir-se sem mérito para um posto de preeminência é apreciar a
dignidade do cargo e começar a ser merecedor do mesmo.
Conhecidos
os pré requisitos que deve possuir um Venerável Mestre, devem os
Mestres maçons, instalados ou não, procurarem nas suas Oficinas Irmãos
que atendam a estas condições para que possam ser “o Pai, o Conselheiro,
o Chefe e para tanto, deve ser aquele que harmoniza e pacifica; aquele
agente transformador, aquele que, transformando-se, ajuda o seu Irmão
também transformar-se; que passa a viver e representar a vontade da
maioria sem impor a sua própria vontade”. Essa reunião de elementos
concretos ou abstratos de um todo, só reúne um líder que “mobiliza” os
Irmãos a seu favor, que define as metas, mostra os caminhos e faz com
que todos tenham vontade e orgulho de caminhar a seu lado.
Para ser claro, ser Venerável Mestre de uma Loja requer que o Mestre Maçom, regularmente Iniciado, Elevado e Exaltado, possua:
· reputação ilibada;
· seja sincero e verdadeiro;
· seja afável no trato, inabalável, firme, arraigado, constante, intrépido e intransigente em seus princípios;
· seja amante da sabedoria;
· versado na nobre ciência da Arte Real, e
· ter sido legalmente eleito pelos Mestres Maçons de sua Loja.
É na Oficina que se forja o homem maçon que irá zelar pelos destinos maiores da Sublime Instituição.
O cargo de
Venerável é electivo e temporário. O exercício do cargo de Venerável
dignifica seu ocupante, por ter sido escolhido entre os seus pares para a
distinção de representá-los e conduzi-los à continuidade, visto, pois,
como iluminado para a direcção dos trabalhos, e tudo com sabedoria
precisa para a orientação dos obreiros do quadro.
Na
essência, o Venerável Mestre é um coordenador, um instrumento gerador de
frequência, de vibração, um modelo organizador, mediador, aglutinador,
preceptor, é com certeza um líder, tendo por princípio ser possuidor de
grandes virtudes, e não um mandante, decisor, chefe ou ditador, mesmo
porque lhe cabe manter a união do grupo, a harmonia do todo, o exemplo
da conduta maçónica. É só ter a coragem de enxergar as coisas como elas
são, sem ter a mente embaçada, pelo conformismo, e saber diferenciá-los.
Mas isto tudo não se completará se o Venerável se esquecer da humildade
e do senso de justiça que o cargo exige.
Se não for
possível ao Irmão ter certeza de possuir os pré requisitos de um
Venerável Mestre ou, ainda, as qualidades de um Mestre Instalado, não
deve aceitar o Primeiro Malhete de sua Oficina.
Este
Mestre deve ser o exemplo da conduta moral e espiritual de uma
comunidade maçônica, pois este é o seu destino, assumido de livre e
espontânea vontade. Deverá ser o espelho de sua Oficina ou sua Oficina
seu espelho. Deverá ser um exemplo no cumprimento das Leis,
Regulamentos, Regimentos, etc., que regem a Sublime Instituição, não
descurando, no mínimo detalhe, da ritualística.
Concluindo,
diríamos que, somente seremos fortes, individual e coletivamente, no
dia em que conhecermos nossas fraquezas e nos dispusermos ao trabalho de
sustentação das Colunas, suporte, amparo, e apoio do Venerável Mestre
de nossa Augusta e Respeitável Loja Simbólica, pois sabemos que o homem
se mantém e cresce na proporção da força do apoio de seus Irmãos.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
O despertar para vida Maçônica.
É vedado ao Maçom escrever, gravar, traçar ou imprimir informações que comprometam a essência filosófica da Ordem.
Obviamente, não defendemos que o indivíduo apregoe aos quatro ventos a condição de pertencer à Maçonaria e, sim, que ele se orgulhe de defender essa condição, desmistificando tabus que ainda pairam sobre nossa Sublime Instituição.
Deus - é o ser infinito, o homem o ser finito; Deus é perfeito, o homem imperfeito; Deus é eterno, o homem temporal; Deus é onipotente, o homem impotente; Deus é santo, o homem pecador.
A crença na existência de uma força superior é o que se exige de todo o homem antes de ser admitido na Ordem, porém, ele deve ter e professar uma religião, seja qual for antes de sua Iniciação.
A Maçonaria, sob o ensino moral, pode abrigar todo os cultos, por mais diferentes que sejam as suas crenças. Pioneira na tentativa de se formar uma Irmandade ecumênica de pessoas de todas as religiões.
Essa disposição à convivência e diálogo com outras confissões religiosas, sempre foi o aspecto mais perturbador para os líderes das religiões tradicionais.
Reflexão – Quando falamos de religião, na filosofia moderna ocidental, evidentemente nos referimos, quase sempre, ao cristianismo. Constatamos, nos tempos modernos, muitas e diferentes concepções de religião, algumas contraditórias, outras semelhantes. Nesta diversidade é difícil encontrar uma concepção comum, pois muitas vezes os diferentes pontos de vista são incompatíveis entre si. Sendo o homem o começo, o centro, o homem é o fim da religião. A religião funda-se na diferença essencial entre homem e animal, pois os animais não têm religião. Entretanto o essencial do homem é a consciência. Para afirmar o homem, não é preciso negar a Deus, pois, na verdade, é impossível ser amigo de Deus sem sê-lo dos homens. Criticam-se as religiões que não dão a devida importância à vida presente, pondo toda a esperança de libertação no céu. Por isso o homem religioso não se compromete com a mudança e transformação, com a injustiça, o sofrimento e a miséria deste mundo. A religião pode nos levar a aceitar todas essas coisas resignadamente sem lutar contra elas, projetando nossa felicidade no outro mundo. Permanece, porém, a esperança no futuro, na justiça e não na injustiça, na verdade e não na mentira, libertando-nos da angústia e enchendo-nos de coragem.
Quando a vida celestial é uma verdade, é a vida terrena uma mentira, quando a fantasia é tudo, a realidade não é nada. Quem crê numa vida celestial eterna, para ele esta vida perde o seu valor. Ou antes, já perdeu o seu valor: a crença na vida celestial é exatamente a crença na nulidade e imprestabilidade desta vida. Na verdade, contudo, nada indica o fim da fé em Deus e da religião.
Enfim, se é difícil crer em Deus, mais difícil, porém, é viver sem ELE. Por enquanto busquemos a felicidade aqui mesmo, neste “vale de lágrimas”, acima dos preconceitos, das exclusões, das tradições religiosas.
A Maçonaria - é uma comunhão de homens livres e de bons costumes, escolhidos entre aqueles que, a par de boas referências, tenham instrução suficiente para compreender e praticar os ensinamentos maçônicos e seus métodos de MORAL em movimento velados por símbolos e alegorias tradicionais. É uma escola de aperfeiçoamento pessoal e social, disseminada em Lojas pelo mundo. Pratica a fraternidade, o amor ao próximo, constitui um modelo de Paz Universal, Justiça e Igualdade. O reino da Tolerância, no sentido de respeito a todas as crenças fundadas em Códigos de Moral ou em idéias pacíficas que visem à Felicidade Geral da Humanidade, à Fraternidade Universal. É o sustentáculo dos deveres para com a Pátria, a Família e a Sociedade.
É uma comunhão de indivíduos civilmente capazes e de exemplar comportamento, de qualquer raça, nacionalidade, credo religioso e de condição social. É uma união de homens de boa vontade, capazes de compreender que em todas as crenças há idéias comuns que podem constituir o cimento da Fraternidade Universal. É o corredor iluminado de todas as Filosofias. Investiga a Verdade e o desenvolvimento das Ciências e das Artes. Prima pela Harmonia, não permite discussões de caráter político-partidário ou de religião ou filosofia sectária de idéias que possam ferir os ditames de consciência de cada associado. E ainda que exija do candidato à Iniciação e dos próprios Maçons que tenham consciência, e não a simples crença aleatória, de existir um princípio criador, Deus, Construtor dos Mundos, o Grande ou Supremo Arquiteto do Universo, ou qualquer outro nome que a humanidade concedeu ao Grande Geômetra – Aquele que É, Foi e Será.
Filho da Luz - O Maçom faz jus a denominação de FILHO DA LUZ. Os verdadeiros segredos da Maçonaria são aqueles que não se dizem ao adepto e que ele deve aprender a conhecer pouco a pouco soletrando os símbolos. Cabe ao neófito descobrir o segredo. Dentro da noite das nossas consciências, há uma centelha que nos basta atiçar para transformá-la em luz esplêndida. A busca desta Luz é a Iniciação.
Maçom nato – É comum no meio maçônico dizer que determinada pessoa sempre fora Maçom, mesmo antes de ter-se Iniciado. Isto porque tal indivíduo é detentor de qualidades e virtudes características de um verdadeiro Maçom. Se dele advém boas coisas, atitudes corretas, gestos edificantes, ele é como uma boa árvore que produz bons frutos. Se for o contrário, se seu caráter for falho, por mais que tente mascarar sua personalidade, não conseguirá: é uma árvore ruim, que produz frutos ruins. O que a pessoa é na realidade paira sobre sua cabeça, e brada tão alto que é impossível ouvir sua voz dizendo o contrário numa vã tentativa de ludibriar os outros.
A Igualdade maçônica –
Ao analisarmos o que se pratica habitualmente em Maçonaria encontramos
vestígios da Igualdade permeando todo o tecido orgânico maçônico, sob o
amparo da Tolerância. Começando pelo tratamento fraterno – todos os
Maçons são Irmãos – qualificação que confere aspecto importante da
Igualdade maçônica, a IGUALDADE FRATERNAL, na qual expressamente, o
Maçom, já na sua Iniciação, afirma o direito de proteger o Irmão em
qualquer circunstância. Independentemente de seu grau maçônico e de sua
condição de vida profana, trazendo consigo, por extensão, o conceito
para seus familiares.
Tratar alguém de Irmão é tratar de igual para igual, é querer para ele o mesmo que desejamos para nós, mas é necessário que essa palavra “Irmão” saia do coração e seja real, sincera e fraterna.
Todos os Maçons se reconhecem como Irmãos quando no íntimo de seus corações sentem cair as barreiras ilusórias que dividem os homens e assim a Maçonaria terá efetivamente difundido sua Luz sobre a terra.
Existe a possibilidade de um dia, todos os homens se entenderem e encontrarem o caminho da verdadeira igualdade?
Sim. Segundo Jesus de Nazareth: “quando procurarem em primeiro lugar a Justiça e o resto vos será dado em abundância”. Quando pediram a Aristóteles um código moral por onde pautar a vida, ele disse: “Não posso dar-lhe um código; observe os homens melhores e mais sábios que você encontrar e imite-os”!
É gratificante pertencermos a uma Ordem que visa disseminar entre os povos algo da luz que ilumina o mundo. Cabe-nos empreender a missão de disseminar algo das leis do pensamento iluminador aos irmãos sedentos de luz e entendimento.
Afinal, quando descemos ao túmulo, porque é nele que o Rei depõe o seu Cetro, o Pontífice, a sua Tiara, o Rico, a sua opulência, o Pobre, a sua miséria, o Maçom, o seu Avental.
A Morte nos despoja de nossas honras, de nossa fortuna, de nossa glória, de nosso esplendor, de nossa grandeza. Não pode, porém, destruir nossa influência sobre o Bem e sobre o Mal, porque os efeitos e as consequências de nossos atos e de nossas palavras são eternos.
O caminho certo – Na Maçonaria, o Obreiro recebe os mais sagrados ensinamentos filosóficos para a prática da virtude, devendo o homem ser livre em seus pensamentos e ações, para exteriorizar o que realmente tem em seu coração, porém tudo de bom ou de mal que colher será produto de sua semeadura, por isso a felicidade está ao alcance de todos. Escolha o caminho certo...
Obviamente, não defendemos que o indivíduo apregoe aos quatro ventos a condição de pertencer à Maçonaria e, sim, que ele se orgulhe de defender essa condição, desmistificando tabus que ainda pairam sobre nossa Sublime Instituição.
Deus - é o ser infinito, o homem o ser finito; Deus é perfeito, o homem imperfeito; Deus é eterno, o homem temporal; Deus é onipotente, o homem impotente; Deus é santo, o homem pecador.
A crença na existência de uma força superior é o que se exige de todo o homem antes de ser admitido na Ordem, porém, ele deve ter e professar uma religião, seja qual for antes de sua Iniciação.
A Maçonaria, sob o ensino moral, pode abrigar todo os cultos, por mais diferentes que sejam as suas crenças. Pioneira na tentativa de se formar uma Irmandade ecumênica de pessoas de todas as religiões.
Essa disposição à convivência e diálogo com outras confissões religiosas, sempre foi o aspecto mais perturbador para os líderes das religiões tradicionais.
Reflexão – Quando falamos de religião, na filosofia moderna ocidental, evidentemente nos referimos, quase sempre, ao cristianismo. Constatamos, nos tempos modernos, muitas e diferentes concepções de religião, algumas contraditórias, outras semelhantes. Nesta diversidade é difícil encontrar uma concepção comum, pois muitas vezes os diferentes pontos de vista são incompatíveis entre si. Sendo o homem o começo, o centro, o homem é o fim da religião. A religião funda-se na diferença essencial entre homem e animal, pois os animais não têm religião. Entretanto o essencial do homem é a consciência. Para afirmar o homem, não é preciso negar a Deus, pois, na verdade, é impossível ser amigo de Deus sem sê-lo dos homens. Criticam-se as religiões que não dão a devida importância à vida presente, pondo toda a esperança de libertação no céu. Por isso o homem religioso não se compromete com a mudança e transformação, com a injustiça, o sofrimento e a miséria deste mundo. A religião pode nos levar a aceitar todas essas coisas resignadamente sem lutar contra elas, projetando nossa felicidade no outro mundo. Permanece, porém, a esperança no futuro, na justiça e não na injustiça, na verdade e não na mentira, libertando-nos da angústia e enchendo-nos de coragem.
Quando a vida celestial é uma verdade, é a vida terrena uma mentira, quando a fantasia é tudo, a realidade não é nada. Quem crê numa vida celestial eterna, para ele esta vida perde o seu valor. Ou antes, já perdeu o seu valor: a crença na vida celestial é exatamente a crença na nulidade e imprestabilidade desta vida. Na verdade, contudo, nada indica o fim da fé em Deus e da religião.
Enfim, se é difícil crer em Deus, mais difícil, porém, é viver sem ELE. Por enquanto busquemos a felicidade aqui mesmo, neste “vale de lágrimas”, acima dos preconceitos, das exclusões, das tradições religiosas.
A Maçonaria - é uma comunhão de homens livres e de bons costumes, escolhidos entre aqueles que, a par de boas referências, tenham instrução suficiente para compreender e praticar os ensinamentos maçônicos e seus métodos de MORAL em movimento velados por símbolos e alegorias tradicionais. É uma escola de aperfeiçoamento pessoal e social, disseminada em Lojas pelo mundo. Pratica a fraternidade, o amor ao próximo, constitui um modelo de Paz Universal, Justiça e Igualdade. O reino da Tolerância, no sentido de respeito a todas as crenças fundadas em Códigos de Moral ou em idéias pacíficas que visem à Felicidade Geral da Humanidade, à Fraternidade Universal. É o sustentáculo dos deveres para com a Pátria, a Família e a Sociedade.
É uma comunhão de indivíduos civilmente capazes e de exemplar comportamento, de qualquer raça, nacionalidade, credo religioso e de condição social. É uma união de homens de boa vontade, capazes de compreender que em todas as crenças há idéias comuns que podem constituir o cimento da Fraternidade Universal. É o corredor iluminado de todas as Filosofias. Investiga a Verdade e o desenvolvimento das Ciências e das Artes. Prima pela Harmonia, não permite discussões de caráter político-partidário ou de religião ou filosofia sectária de idéias que possam ferir os ditames de consciência de cada associado. E ainda que exija do candidato à Iniciação e dos próprios Maçons que tenham consciência, e não a simples crença aleatória, de existir um princípio criador, Deus, Construtor dos Mundos, o Grande ou Supremo Arquiteto do Universo, ou qualquer outro nome que a humanidade concedeu ao Grande Geômetra – Aquele que É, Foi e Será.
Filho da Luz - O Maçom faz jus a denominação de FILHO DA LUZ. Os verdadeiros segredos da Maçonaria são aqueles que não se dizem ao adepto e que ele deve aprender a conhecer pouco a pouco soletrando os símbolos. Cabe ao neófito descobrir o segredo. Dentro da noite das nossas consciências, há uma centelha que nos basta atiçar para transformá-la em luz esplêndida. A busca desta Luz é a Iniciação.
Maçom nato – É comum no meio maçônico dizer que determinada pessoa sempre fora Maçom, mesmo antes de ter-se Iniciado. Isto porque tal indivíduo é detentor de qualidades e virtudes características de um verdadeiro Maçom. Se dele advém boas coisas, atitudes corretas, gestos edificantes, ele é como uma boa árvore que produz bons frutos. Se for o contrário, se seu caráter for falho, por mais que tente mascarar sua personalidade, não conseguirá: é uma árvore ruim, que produz frutos ruins. O que a pessoa é na realidade paira sobre sua cabeça, e brada tão alto que é impossível ouvir sua voz dizendo o contrário numa vã tentativa de ludibriar os outros.
Tratar alguém de Irmão é tratar de igual para igual, é querer para ele o mesmo que desejamos para nós, mas é necessário que essa palavra “Irmão” saia do coração e seja real, sincera e fraterna.
Todos os Maçons se reconhecem como Irmãos quando no íntimo de seus corações sentem cair as barreiras ilusórias que dividem os homens e assim a Maçonaria terá efetivamente difundido sua Luz sobre a terra.
Existe a possibilidade de um dia, todos os homens se entenderem e encontrarem o caminho da verdadeira igualdade?
Sim. Segundo Jesus de Nazareth: “quando procurarem em primeiro lugar a Justiça e o resto vos será dado em abundância”. Quando pediram a Aristóteles um código moral por onde pautar a vida, ele disse: “Não posso dar-lhe um código; observe os homens melhores e mais sábios que você encontrar e imite-os”!
É gratificante pertencermos a uma Ordem que visa disseminar entre os povos algo da luz que ilumina o mundo. Cabe-nos empreender a missão de disseminar algo das leis do pensamento iluminador aos irmãos sedentos de luz e entendimento.
Afinal, quando descemos ao túmulo, porque é nele que o Rei depõe o seu Cetro, o Pontífice, a sua Tiara, o Rico, a sua opulência, o Pobre, a sua miséria, o Maçom, o seu Avental.
A Morte nos despoja de nossas honras, de nossa fortuna, de nossa glória, de nosso esplendor, de nossa grandeza. Não pode, porém, destruir nossa influência sobre o Bem e sobre o Mal, porque os efeitos e as consequências de nossos atos e de nossas palavras são eternos.
O caminho certo – Na Maçonaria, o Obreiro recebe os mais sagrados ensinamentos filosóficos para a prática da virtude, devendo o homem ser livre em seus pensamentos e ações, para exteriorizar o que realmente tem em seu coração, porém tudo de bom ou de mal que colher será produto de sua semeadura, por isso a felicidade está ao alcance de todos. Escolha o caminho certo...
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